Ciclo Música em Contexto, Um Garatuja entre Wotan e o Fauno
Conferência por Luiz Guilherme Goldberg.
| O quê |
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| Quando |
2012-02-14 de 18:00 até 20:00 |
| Onde | Ed. I&D | 4º Andar | Sala Multiusos 3 |
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Ciclo Música em Contexto
Série de Colóquios organizada pelo CESEM e pelo INET-MD
Um Garatuja entre Wotan e Fauno
por Luiz Guilherme Goldberg

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012| 18h00
Ed. I&D | 4º Andar - Sala Multiusos 3
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Av. de Berna, 26. Lisboa
Houve um tempo no qual Alberto Nepomuceno foi considerado “Pai da música brasileira” ou compositor oficial da “república musical” brasileira. Isto poderia ser o suficiente para assegurar-lhe lugar no panteão das figuras fundamentais da nossa história musical. Entretanto, sua importância tem sido relativizada pela tradição ideológica pós Semana de Arte Moderna, que o considera um pré-nacionalista acriticamente tributário às correntes estéticas europeias. No entanto, o aprofundamento nas concepções estético-ideológicas de sua época, traz um novo enfoque tanto para as suas orientações modernistas, nunca consideradas, quanto às nacionalistas, pouco valorizadas. Este é o propósito aqui apresentado: demonstrar como Alberto Nepomuceno absorveu, interpretou e expressou em suas obras o seu vínculo ao modernismo musical e, consequentemente, seu pertencimento ao nacionalismo musical.
Luiz Guilherme Goldberg. Pianista gaúcho,
natural da cidade do Rio Grande (RS/Brasil). Desenvolve intensa pesquisa sobre
Alberto Nepomuceno, compositor ao qual se dedicou tanto em seu Mestrado em
Música - Práticas Interpretativas (As Valsas Humorísticas de Alberto
Nepomuceno: uma edição para performance, 2000) quanto no Doutorado em Música –
Musicologia (2008), cursados na Universidade Federal do Rio Grande do
Sul, cuja tese Um Garatuja entre Wotan e o Fauno: Alberto Nepomuceno e o
Modernismo Musical no Brasil recebeu Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Teses 2008,
recentemente publicada pela Editora Movimento (RS/Brasil). Deste compositor
ainda publicou várias obras inéditas, como a Sonata para piano e Valse-Impromptu, os Quartetos de
Cordas
nos. 1 e 3, Un Soneto del Dante, para canto, violino e piano, Valsas
Humorísticas op.22, para piano e orquestra (única obra para piano e orquestra de
Nepomuceno), e Le Miracle de la Semence para barítono e orquestra, entre
outras.
Como pianista, também se dedica à divulgação de compositores gaúchos,
principalmente, destacando-se obras de Clodomiro Caspary, Flávio Oliveira,
Frederico Richter, Hubertus Hofmann, Esther Scliar, Armando Albuquerque.
Desde 1992 desenvolve atividades didáticas e de pesquisa no Conservatório de
Música da Universidade Federal de Pelotas.
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