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Curso na Escola de Verão - Música no 1º Ciclo do Ensino Básico: Aplicação da Teoria de Aprendizagem Musical de Edwin Gordon

Datas: 22 a 26 de julho | dias úteis das 18h00 às 21h00

Local: LAMCI-CESEM

Docente Responsável: Helena Rodrigues

Docente: Ana Isabel Pereira

Áreas: Educação e Ensino

Creditação para professores do Ensino Básico e Secundário

Aguarda Despacho do CCPFC

Objetivos:

1. Adquirir conhecimentos genéricos relativos aos conteúdos da Teoria de Aprendizagem Musical (TAM) proposta pelo pedagogo e investigador Edwin Gordon.

2. Adquirir competências práticas com base na TAM, e adequadas ao ensino de Música no 1º ciclo do Ensino Básico, a partir dos materiais do “Manual para a Construção de Jardins Interiores”.

3. Adquirir conhecimentos específicos relativos ao conteúdo das Atividades Sequenciais de Aprendizagem.

4. Adquirir competências práticas relativamente à aplicação das Atividades Sequenciais de Aprendizagem.

Webpage aqui.

Programa:

  • Atividades Sequenciais de Aprendizagem.
  • Fundamentos e elementos da Teoria de Aprendizagem Musical (TAM).
  • Contributos para a psicologia da Música e pedagogia musical.
  • Audiação: Conceito, tipos e estádios.
  • Sequência de aprendizagem de competências: Níveis e subníveis.
  • Sequência de aprendizagem de conteúdos: Tonal e ritmo.
  • Sequência de aprendizagem de padrões: Tonal e ritmo.
  • Atividades sequenciais de aprendizagem: Combinação das sequências de aprendizagem de competências, de conteúdos de padrões.
  • Material musical: canções e cantos rítmicos com palavras e sem palavras. Exemplos.
  • Caracterização do material musical: tonalidade, tonicalidade, tom de repouso, métrica, tessitura. Exemplos.
  • Definição de objetivos para utilização de materiais musicais: tonal, ritmo, movimento. Exemplos.
  • Exemplos práticos de atividades para o subnível auditivo/oral nos níveis de discriminação e inferência a partir de três fascículos pertencentes ao “Manual para a Construção de Jardins Interiores” publicado pela Fundação Calouste Gulbenkian, nomeadamente “Colos de Música”, “Colo da Terra” e “Colo dos Bichos”.
  • Planos de aula: Caracterização do material musical, definição de objetivos, utilização de material extra-musical, propostas de dinamização. Exemplos.

Bibliografia
Gordon, E. E. (2000). Teoria de Aprendizagem Musical: Competências, conteúdos e padrões (M. F. Albuquerque, trad.). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Gordon, E. E. (2001). Reference Handbook for using learning sequence activities. Chicago: GIA Publication.

Rodrigues, H., Rodrigues, P. F., & Rodrigues, P. M. (2016). Colos de Música. In H. Rodrigues, P. F. Rodrigues, & P. M. Rodrigues (Eds.), Manual para a Construção de Jardins Interiores. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Rodrigues, H., Rodrigues, P. F., & Rodrigues, P. M. (2016). Colos da Terra. In H. Rodrigues, P. F. Rodrigues, & P. M. Rodrigues (Eds.), Manual para a Construção de Jardins Interiores. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Rodrigues, H., Rodrigues, P. F., & Rodrigues, P. M. (2016). Colos dos Bichos. In H. Rodrigues, P. F. Rodrigues, & P. M. Rodrigues (Eds.), Manual para a Construção de Jardins Interiores. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

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Ana Isabel Pereira concluiu o Curso Complementar de Flauta Transversal e Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa e o Mestrado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde é doutoranda em Ciências Musicais – especialidade de Ensino e Psicologia da Música. É assistente convidada na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa. Trabalha com vários coros infantis e é professora de música de crianças entre os 3 e os 10 anos. Participou em várias iniciativas do projeto Opus Tutti (Um Plácido Domingo, Babelim e Jardim Interior) e do Projeto GermInArte (Caleidoscópio e Dabo Domo e enquanto formadora na Formação Transitiva em Arte para a Infância). Frequentou o curso Elementary General Music Professional Development Course, level one certificado pelo The Gordon Institute of Music Learning, nos EUA. É licenciada em Engenharia do Ambiente pelo Instituto Superior Técnico e participa em projetos do Coro da Casa da Música no Porto. Interessa-se pelo estudo da aprendizagem/desenvolvimento musical e da avaliação performativa vocal na infância.

Helena Rodrigues é Professora-Auxiliar com Agregação do Departamento de Ciências Musicais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Investigadora do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, fundou o Laboratório de Música e Comunicação na Infância. Estudou com Edwin Gordon, ao longo de vinte anos, que orientou também o seu Doutoramento. Divulga a sua teoria de aprendizagem musical desde 1994. Colwyn Trevarthen, que tem apoiado o trabalho da Companhia de Música Teatral, é outra relevante influência no seu trabalho. Com uma formação de base nas áreas da Psicologia e da Música, tem-se interessado também pelas áreas do teatro físico e dos efeitos terapêuticos da música. O conjunto destes e outros saberes têm-na levado a formular uma proposta original de formação. Foi Researcher Fellow da Royal Flemish Academy of Belgium for Science and the Arts. É diretora artística da Companhia de Música Teatral. Coordenou o projeto Opus Tutti e o Projeto GermInArte. Autora de publicações de natureza diversa, é frequentemente convidada para apresentar conferências e workshops em Portugal e no estrangeiro.

Curso de Paleografia Musical na Escola de Verão 2019: Notação musical e repertórios nos manuscritos Ibéricos (sec. X-XVI)

Datas: 8 a 12 de julho | dias úteis das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 16h00

Inscrições até 23 de Junho

Docente Responsável: Elsa De Luca

Áreas: História da Arte e Estudos Artísticos

Objetivos:
O curso fornece ferramentas essenciais para distinguir as principais tipologias de manuscritos musicais produzidos na Península Ibérica entre os séculos X e XVI. Com a ajuda de vários exemplos (facsimiles de livros, imagens digitais) analisaremos os aspetos materiais dos manuscritos (codicologia, decoração, escrita textual e, sobretudo, notação musical) e o conteúdo (repertórios). Um dos objetivos do curso é aprender a descrever e a comentar de forma crítica os manuscritos musicais utilizando a terminologia correta. Ademais, os estudantes irão aprender a ler e transcrever as notações musicais ibéricas, a reconhecer nos manuscritos as características portuguesas e espanholas e identificar a datação aproximativa das fontes.

 

Programa:
A primeira metade do curso analisará a escrita musical visigótica com uma pequena excursão no mundo da criptografia musical ibérica (esse código secreto encontra-se apenas nas atas notariais e, de vez em quando, nos manuscritos litúrgicos mais antigos). A segunda parte do curso consistirá na análise de manuscritos gregorianos em notação aquitana de origem espanhola e portuguesa. Nesta secção iremos apresentar as características principais da escrita musical aquitana que se desenvolveu em Portugal e Espanha fornecendo assim as regras básicas para distinguir a origem dos manuscritos analisados.

O curso tem uma componente principal de paleografia musical e irá desenvolver-se em torno das mudanças ocorridas na forma de escrever a música na Península Ibérica entre os séculos X e XVI. A primeira mudança consiste na substituição da escrita musical visigótica com a escrita aquitana, que foi importada do sul da França quando o rito visigótico foi abandonado e substituído pelo rito gregoriano, em 1080. A escrita musical visigótica deriva da notação ‘Frankish’ mas representa um desenvolvimento regional dessa notação muito peculiar. De facto, a notação ibérica é, dentro das notações mais antigas da Europa Ocidental, aquela que tem o maior número de signos musicais (‘neumas’) e é caracterizada também por uma complexidade gráfica que não se encontra em nenhuma outra região. A segunda mudança ocorrida na maneira de escrever a música na Península Ibérica refere-se ao desenvolvimento duma particularidade gráfica na escrita musical aquitana. Os escribas portugueses utilizaram com muita frequência um expediente gráfico (o losango) para assinalar a nota abaixo do meio-tom. No curso aprenderemos a reconhecer o modo dos cantos a partir do losango. A última mudança que ocorreu na maneira de escrever a notação musical relaciona-se com a difusão das ferramentas para escrever a letra gótica causando também uma alteração gráfica na aparência da notação aquitana. Nesta última parte do curso discutiremos como se desenvolveu o longo e lento processo de modificação gráfica da escrita aquitana até ao século XVI. A participação ativa dos estudantes é necessária ao desenvolvimento do curso. Os alunos serão encorajados a comentar os manuscritos analisados e a transcrever a notação. O curso prepara os estudantes para desafios editoriais relacionados à interpretação crítica e filológica da música antiga e a sua transcrição em edições modernas.

Imagem disponível em:
Biblioteca Virtual Patrimonio Bibliografico

 

Pré-Requisitos
Saber ler a notação musical.

 

Bibliografia
ALVARENGA, João Pedro d’, “Breves notas sobre a representação do meio-tom nos manuscritos litúrgicos medievais portugueses, ou o mito da «notação portuguesa»”, in Medieval Sacred Chant: from Japan to Portugal, pp. 202-19

FERREIRA, Manuel Pedro, Antologia de Música em Portugal na Idade Média e no Renascimento [2 vols. com 2 CDs] (Arte das Musas/Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, 2009).

FERREIRA, Manuel Pedro, Antologia de Música em Portugal na Idade Média e no Renascimento [2 vols. com 2 CDs] (Arte das Musas/Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, 2009).

HUGHES, Andrew, Medieval Manuscripts for Mass and Office: A Guide to their Organization and Terminology (Toronto etc. University of Toronto Press, 1982)

RANKIN, Susan, Writing Sounds in Carolingian Europe: The Invention of Musical Notation (Cambridge University Press, 2018)

Introdução à Musicoterapia

Música de COLO: Sessões de Música para pais, bebés e crianças