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Bruno Borralhinho

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Bruno Borralhinho

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Nota Biográfica:

Bruno Borralhinho é membro da Orquestra Filarmónica de Dresden e Director Artístico do Ensemble Mediterrain, que fundou em 2002. É Licenciado em Música pela Universität der Künste (Berlim), Mestre em Gestão Cultural pela UOC – Universitat Oberta de Catalunya (Barcelona) e Doutorando em Humanidades na Universidad Carlos III (Madrid), onde prepara actualmente a tese sobre as relações entre o Poder e a Música em Portugal ao longo do século XX. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2001 e 2005. Teve como professores de violoncelo Luis Sá Pessoa, Markus Nyikos e Truls Mork, e frequentou ainda Masterclasses com Natalia Gutman, Antonio Meneses, Pieter Wispelwey, Anner Bylsma, Jian Wang, Martin Ostertag, Martin Löhr, Márcio Carneiro e Thomas Demenga. Como solista, músico de câmara e músico de orquestra, apresentou-se em algumas das principais salas de concerto por toda a Europa, Rússia, Estados Unidos, Canadá, Coreia do Sul, Japão, China e América do Sul, e trabalhou igualmente com conceituados maestros como Claudio Abbado, Daniel Barenboim, Kurt Masur, Franz Welser-Möst, Kent Nagano, Herbert Blomstedt, Christoph Eschenbach, Paavo Järvi e Andris Nelsons, entre outros. A diversificada actividade artística de Bruno Borralhinho inclui também a direcção de orquestra, tendo-se apresentado até ao presente como maestro à frente de várias orquestras em Portugal, Republica Checa e Alemanha. A música portuguesa tem sido sempre uma das suas prioridades, destacando-se o CD duplo “Página Esquecida” (DreyerGaido/2009), dedicado ao repertório para violoncelo a solo e com piano, e o mais recente CD a solo com a Orquestra Gulbenkian intitulado “Portuguese Music for Cello and Orchestra” (Naxos/2016). Abos receberam as melhores críticas tanto da parte do público, como da imprensa nacional e internacional.

PROJECTO DE PÓS-DOC/DOUTORAMENTO/MESTRADO
Título Doutoramento: Poder e Música Clássica no Portugal do Século XX
Orientação:

Federico Castro Morales

Mário Vieira de Carvalho (c)

Resumo:

Os diferentes ciclos de poder registados em Portugal durante o século XX – Monarquia, Primeira República, Ditadura(s) e Democracia – provocaram inevitáveis consequências nos mais variados sectores da sociedade portuguesa. O âmbito da música clássica não lhes foi alheio e esta investigação propõe uma análise da relação entre o poder e o mundo da música – e dos polos temáticos correspondentes – nas suas diferentes formas e estados. É mais ou menos óbvio que a influência e a atitude de uma ditadura em relação ao sector musical são, em princípio, muito diferentes daquelas que podem emanar da convivência do mesmo com uma democracia. Mas de que forma se pode considerar que um regime político encorajou mais ou menos a música ou a cultura em geral? E como foram os comportamentos do próprio sector musical em relação aos poderes instituídos? Com as conclusões gerais da investigação e a possível e desejada geração de uma ou várias teorias, certamente não se criará um manual de execução de políticas culturais infalível, nem sequer é esse o objetivo. Mas espera-se encontrar pistas para a solução de problemas cristalizados ao longo dos anos, sobretudo daqueles que se revelaram resistentes aos diversos tipos de poder.

Grupo de Investigação:

Teoria Crítica e Comunicação