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Edward Ayres de Abreu

INVESTIGADOR EM FORMAÇÃO

Edward Ayres de Abreu

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Bolseiro de doutoramento FCT
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Nota Biográfica:

Nasceu em Durban, África do Sul, em 1989. Concluiu o Curso Complementar de Piano no Conservatório Nacional e a Licenciatura em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, onde foi aluno de Sérgio Azevedo e de António Pinho Vargas. Neste âmbito, frequentou o Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris enquanto aluno Erasmus, estudando com Gérard Pesson. As suas obras foram interpretadas pela Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa e Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, dentre outros agrupamentos. A sua ópera ‘Manucure’ estrou-se em 2012 no Teatro Nacional de São Carlos. É mestre em Ciências Musicais — Musicologia Histórica pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo defendido a dissertação “Ruy Coelho (1889-1986): o compositor da geração d’’Orpheu’” sob orientação de Paulo Ferreira de Castro. Frequenta actualmente o Doutoramento enquanto bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia. É membro do CESEM, Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical. É membro fundador e Presidente da Direcção do MPMP, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, no âmbito da qual tem concebido e coordenado diversos projectos editoriais e de programação musical, tais como a revista Glosas, dedicada à divulgação da música de tradição erudita ocidental nos países de língua portuguesa. Como orador tem colaborado, em aulas, cursos ou concertos comentados, com a Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Nacional de São Carlos e Instituto de Filosofia Luso-Brasileira.

Publicações:

“Do imaginário iconográfico em torno de Ruy Coelho e de sua música, ou quando imagem revela som na construção do modernismo português da década de 1910”, no prelo

“Ruy Coelho e a geração d’Orpheu”, Nova Águia 15 (1.º semestre de 2015), pp. 64-71.

“Danças e contradanças: Almada Negreiros e Ruy Coelho”, Revista de História da Arte 2 (Série W, 2014), pp. 111-124.

“A Symphonia Camoneana de Ruy Coelho — um centenário despercebido”, Glosas 9 (Setembro de 2013), pp. 48-53.

PROJECTO DE PÓS-DOC/DOUTORAMENTO/MESTRADO
Título Doutoramento: Os “autos das barcas” de Gil Vicente na ópera portuguesa do século XX: contextos e significações — Edição crítica e análise do 'Auto da barca do inferno' (1944) e do 'Auto da barca da glória' (1970) de Ruy Coelho e da 'Trilogia das barcas' (1969) de Joly Braga Santos
Referência da Bolsa: SFRH/BD/111708/2015
Resumo:

Vários compositores do século XX interessaram-se por modelos teatrais medievos ou renascentistas e, no caso português em particular, pelo espírito revivalista que desde Theophilo Braga vinha destacando Gil Vicente (c. 1465-1536?) como figura áurea do teatro lusitano. O apelo e o imaginário vicentinos originaram obras de diversificado escopo musico-dramático, da opereta à cantata-melodrama, encontrando nos catálogos de Ruy Coelho (1889-1986) e de Joly Braga Santos (1924-1988) um lugar destacado no que concerne à adaptação em ópera dos “autos das barcas”. Propõe-se analisar os contextos estéticos, culturais, sociais e políticos que lhes deram origem, as respectivas consequências e os ‘modi operandi’ e propósitos conceptuais com que se deram os processos de transformação do ‘auto’ em ‘ópera’. A análise musical das obras faz-se acompanhar da sua edição crítica.

Grupo de Investigação:

Teoria Crítica e Comunicação

Imagens:
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