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Fernando Magre

COLABORADOR

Fernando Magre

Foto
Morada: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Doutorando
fernandomagre@usp.br
Nota Biográfica:

Fernando Magre desenvolve pesquisa de doutoramento em Música na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sob orientação da Profa. Dra. Denise Garcia. É mestre em Musicologia pela Universidade de São Paulo (2017), onde pesquisou a obra de música-teatro do compositor brasileiro Gilberto Mendes, sob a orientação da Profa. Dra. Silvia Berg. É especialista em Regência Coral (2015) e licenciado em Música (2013), ambos pela Universidade Estadual de Londrina. Realizou estágio de pesquisa no CESEM-FCSH-UNL entre 2016 e 2017 sob supervisão da Prof. Dra. Maria João Serrão, com o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Desde então, encontra-se como colaborador do referido Centro. Iniciou sua formação musical nos coros da Universidade Estadual de Londrina sob regência de Lucy Schimiti, tendo ainda estudado guitarra, flauta transversal e fagote. Estudou regência coral com Lucy Schimiti, Heloiza de Castello Branco e Andreia Anhezini. Paralelamente, participou de masterclasses com Mariana Farah (USA), Nestor Zadoff (ARG), Tim Brimmer (USA), Henry Leck (USA), Maria Guinand (VEN), dentre outros. É cofundador do grupo vocal Entre Nós, no qual contribui como arranjador. Atualmente, integra o Coro Contemporâneo de Campinas sob a regência de Angelo Fernandes. Dentre os concertos realizados, destacam-se as montagens das óperas “Don Giovanni” e “A Flauta Mágica” de Mozart, além da montagem integral de “A Paixão Segundo São João” de Bach juntamente com o Coral Paulistano Mário de Andrade e a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, sob regência de Roberto Minczuk, no Theatro Municipal de São Paulo. Como musicólogo, tem participado de conferências no Brasil e no exterior, com destaque para as conferências do RIdIM de 2015 (Columbus-EUA) e 2016 (São Petersburgo-Rússia), Conferência Essence and Context (Vilnius-Lituânia), em 2016 e EIMAD – Encontro de Investigação em Música, Artes e Design (Castelo Branco), em 2017.

Publicações:

Magre, F.; Berg, S. (2017). “O Pensamento Complexo de Edgar Morin Aplicado à Musicologia – Reflexões sobre a Música Teatro de Gilberto Mendes”. In: D. Raposo, J.Neves, J.Pinho e J.Silva (Editores) Investigação e Ensino em Design e Música. Castelo Branco: Edições IPCB, pp 323-329.

MAGRE, Fernando, BERG, Silvia. The Essence and the Context in Blirium-C9 by Gilberto Mendes. In: Essence and Context: a conference between music and philosophy, Abstracts’ Book. Vilnius: Lithuanian Academy of Music and Theatre, 2016. pp. 65-66.

MAGRE, Fernando, BERG, Silvia. Aproximações entre A Obra de Arte Viva de Adolphe Appia e a música teatro: um estudo sobre O Último Tango em Vila Parisi de Gilberto Mendes. In: XXVI Congresso da ANPPOM Anais 2016. Belo Horizonte: Editora UEMG, 2016.

MAGRE, Fernando. Entre a vanguarda e o experimentalismo: o surgimento da Música Teatro. In: IV Simpósio Brasileiro de Pós-graduandos em Música Anais 2016. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2016. pp. 906-915.

PROJECTO DE PÓS-DOC/DOUTORAMENTO/MESTRADO
Título Doutoramento: A música-teatro de Gilberto Mendes e seus processos composicionais
Referência da Bolsa: FAPESP
Resumo:

A presente pesquisa se propõe a investigar as características fundamentais da música-teatro de Gilberto Mendes. O trabalho divide-se em três partes. No primeiro capítulo, apresentamos uma ampla revisão bibliográfica sobre o desenvolvimento do gênero música-teatro, buscando sua raiz desde a ideia de Gesamtkunstwerk de Wagner, passando pelas experiências das primeiras décadas do século XX, até seu estabelecimento de fato como uma prática, nos anos 60. Também procuramos promover um diálogo entre a obra de Gilberto Mendes e as pesquisas contemporâneas sobre música-teatro, especialmente com Salzman & Dési (2008) e Roesner & Rebstock (2012), a fim de inserir o compositor dentro da discussão internacional sobre o gênero. No segundo capítulo, investigamos minuciosamente os principais traços constituintes da linguagem composicional de música-teatro do compositor, visando identificar seus processos mais recorrentes e idiomáticos. Por fim, no terceiro capítulo analisamos quatro obras de Gilberto Mendes: Cidade (1964), Son et Lumière (1968), O Último Tango em Vila Parisi (1987) e Escorbuto – Cantos da Costa (2006). Para desenvolver as análises, adaptamos a teoria de multimídia musical de Nicholas Cook (1998), de modo que pudéssemos identificar os tipos de relações e soluções operados por Gilberto Mendes na composição com elementos artísticos de origens diversas. Consideramos que esta pesquisa contribuirá para as pesquisas sobre a música-teatro produzida fora dos grandes centros europeus, além de aumentar o escopo de estudos sobre o gênero no Brasil e, especialmente, sobre a produção de Gilberto Mendes.

Grupo de Investigação:

Música Contemporânea