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Isabel Pina

INVESTIGADOR EM FORMAÇÃO

Isabel Pina

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Doutoranda
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Nota Biográfica:

Isabel Pina é doutoranda em Ciências Musicais Históricas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, interessando-se principalmente pelo estudo da história da música em Portugal nos séculos XIX e XX, música e ideologia, nacionalismo e neoclassicismo, análise e semiótica musical, e imprensa e crítica musical. Concluiu o mestrado em Ciências Musicais, área de especialização em Musicologia Histórica, com uma dissertação intitulada “Neoclassicismo, nacionalismo e latinidade em Luís de Freitas Branco, entre as décadas de 1910 e 1930”. É actualmente voluntária na Biblioteca Nacional de Portugal, onde realizou anteriormente um estágio relativo à organização e catalogação do espólio de Maria Helena de Freitas e Nuno Barreiros, principalmente de documentos de e sobre Luís de Freitas Branco. Foi também estagiária no Museu da Música. No CESEM foi, no ano lectivo de 2015-2016, bolseira de iniciação científica no Grupo de Teoria Crítica e Comunicação (GTCC), quando procedeu à recolha e análise de escritos de Luís de Freitas Branco na imprensa periódica portuguesa monárquica, generalista e especializada de música, entre as décadas de 1910 e 1930, e no Grupo de Investigação em Música no Período Moderno, em que integrou o projecto “O velho Teatro de S. João (1798-1908): teatro e música no Porto do longo século XIX”. No CESEM, é membro do GTCC e colaboradora do SociMus, Grupo de Estudos Avançados em Sociologia da Música, bem como uma das fundadores e coordenadoras do NEMI, Núcleo de Estudos em Música na Imprensa. É colaborado da revista Glosas, do Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa. Em 2014 licenciou-se em Ciências Musicais, também na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

PROJECTO DE PÓS-DOC/DOUTORAMENTO/MESTRADO
Título Doutoramento: Neoclassicismo, nacionalismo e latinidade em Luís de Freitas Branco, entre as décadas de 1910 e 1930
Resumo:

Luís de Freitas Branco (1890-1955) esteve fortemente relacionado com o Integralismo Lusitano, movimento monárquico que surge, na década de 1910, pelas mãos de uma geração de estudantes portugueses a favor de uma monarquia antiparlamentar, com ideais relacionados com o tradicionalismo, o regionalismo e a recuperação de valores clássicos que se opunham ao romantismo, repudiado pelos integralistas por estar relacionado com a Implantação da República. Ao longo deste período, Luís de Freitas Branco participou activamente nos eventos e publicações do Integralismo Lusitano, como as conferências promovidas pelo movimento na Liga Naval Portuguesa em 1915, e o períodico A Monarquia: diário integralista da tarde, nos anos de 1917 e 1918, tendo também composto obras que vão ao encontro dos ideais do movimento, como Viriato (1916), poema sinfónico baseado num conto da autoria de Hipólito Raposo, Concerto para violino e orquestra (1916) e a 1ª Suite alentejana (1919). Apesar de ser descrita como uma fase muito passageira da vida do compositor, esta parece ter tido, ao contrário do que é referido e repetido pela historiografia da música portuguesa, influências fortes na produção de Luís de  Freitas Branco, tanto no que diz respeito aos seus escritos, na imprensa periódica portuguesa ou de carácter mais privado, como na sua obra musical das décadas de 1920 e 1930, nomeadamente em obras como a 1ª Sinfonia (1924) e Madrigais Camonianos (1930-43). Questionando principalmente de que modo pode uma obra musical reflectir os ideais de um movimento político como o Integralismo Lusitano, e em que moldes se desenvolve o neoclassicismo de Luís de Freitas Branco, o objectivo central da dissertação será tentar esclarecer ligações entre dois períodos descritos, até hoje, como aparentemente distintos, uma vez que se verificam, ao longo da produção de Freitas Branco, pensamentos transversais relacionados com a recuperação de um classicismo, de um equilíbrio e de uma sobriedade, segundo o compositor, profundamente relacionados com a maneira de ser intrinsecamente latina e portuguesa. Estes valores, primeiramente verificados no contexto das relações do compositor com o Integralismo Lusitano, surge, então, em momentos mais tardios da vida de Freitas Branco, o que nos permite estabelecer ligações para uma melhor compreensão da sua carreira.

Grupo de Investigação:

Teoria Crítica e Comunicação

Linhas temáticas:

NEMI

SociMus