+351 21 790 8300 ext. 1496
cesem@fcsh.unl.pt

Joana Gama

COLABORADOR

Joana Gama

Foto
Ver cv
Bolseira de doutoramento
d7470@alunos.uevora.pt
Nota Biográfica:

Joana Gama (Braga, 1983) é pianista e investigadora. Foi vencedora da edição de 2008 do Prémios Jovens Músicos na categoria de piano. A sua actividade concertística desdobra-se em recitais a solo e colaborações com diferentes agrupamentos portugueses. Estudou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian (Braga), na Royal Academy of Music (Londres) e na Escola Superior de Música de Lisboa. Na classe de António Rosado, concluiu em 2010 o Mestrado em Interpretação na Universidade de Évora, onde concluiu recentemente a sua tese de doutoramento intitulada “Estudos Interpretativos sobre música portuguesa contemporânea para piano: o caso particular da música evocativa de elementos culturais portugueses”, como bolseira da FCT. Como pianista e performer, nos últimos anos tem estado envolvida em projectos que associam a música às áreas da dança, do teatro, do cinema e da fotografia. QUEST, trabalho de piano e electrónica partilhado com Luís Fernandes, foi editado pela Shhpuma e considerado um dos melhores álbuns de 2014 por diversos críticos portugueses. Durante 2016, com o apoio da Antena 2, tem-se dedicado a SATIE.150 – Uma celebração em forma de guarda-chuva, uma série de concertos e eventos espalhados por Portugal que assinalam os 150 anos do nascimento do compositor francês Erik Satie. Neste âmbito coordenou uma edição especial da partitura “Embryons desséchés” de Erik Satie (Pianola Editores), proferiu palestras em diversas escolas portuguesas e fez uma performance de quinze horas ininterruptas da peça “Vexations” no Festival Jardins Efémeros, em Viseu. Encontra-se a preparar o lançamento do disco HARMONIES – projecto autoral a partir da música de Erik Satie – partilhado com Luís Fernandes (electrónica) e Ricardo Jacinto (violoncelo e electrónica). (Novembro, 2016)

Publicações:

Gama, Joana. (2013). Como o “fogo de artifício” presente na música de Liszt inspirou a peça para piano Fogo Posto de João Godinho. Pensar a Música – GuimaraMUS 2012. Guimarães: Fundação Cidade de Guimarães.

Gama, Joana. (2013). The Role of Inspiration in the Performance of Programme Music: The Case of “Viagens na minha Terra” by Fernando Lopes-Graça em Geoff Luck & Olivier Brabant (Eds.). Actas do 3rd International Conference on Music & Emotion (ICME3). ISBN 978-951-39-5250-1. Disponível em: https://jyx.jyu.fi/dspace/handle/123456789/41595.

Gama, Joana. (2012). Absence d’une mémoire présente” — O Estudo I de Jorge Peixinho e o Étude d’ut de [Ka’mi] em AA. VV., Assis, Paulo (coord.). Mémoires… Miroirs. Conferências do Simpósio Internacional Jorge Peixinho. Lisboa: Colibri, 159-172.


Gama, Joana. (2012). Lisztomania – o poder atractivo de Franz Liszt, em AA. VV., Música Discurso Poder. Braga: Húmus / Universidade do Minho – Centro de Estudos Humanísticos,317-329.

PROJECTO DE PÓS-DOC/DOUTORAMENTO/MESTRADO
Título Doutoramento: Estudos Interpretativos sobre música portuguesa contemporânea para piano: o caso particular da música evocativa de elementos culturais portugueses
Orientação:

Benoît Gibson

Referência da Bolsa: SFRH/BD/87536/2012
Resumo:

O processo construtivo da interpretação de dez peças contemporâneas portuguesas para piano que evocam elementos extra-musicais referentes à cultura portuguesa é o cerne desta investigação. O seu corpus de trabalho é constituído por Lume de Chão (2003 – 2004) de Amílcar Vasques-Dias, terras por detrás dos montes (2011) de Carlos Marecos, l’aire de l campo (2003) de Eurico Carrapatoso, Variações sobre o Coro da Primavera (2000) de Fernando Lapa, Viagens na Minha Terra (1953 – 1954) de Fernando Lopes-Graça, Fogo Posto (2011) de João Godinho, Para EBowed-Piano, Melódica e Field Recordings (2015) de Tiago Cutileiro e pelas versões para piano dos fados Homem na Cidade, Barco Negro e Talvez se chame saudade da autoria, respectivamente, de Vasco Mendonça, João Madureira e Pedro Faria Gomes, realizadas em 2007. A metodologia, assente na identificação, análise e confrontação dos elementos extra-musicais com a música neles inspirados, mostra, primeiramente, de que forma os compositores incorporaram essas referências nas suas peças, para depois averiguar como o contacto com as fontes originais influencia a interpretação musical. Ainda que haja diversos graus de referência e impacto na interpretação, defende-se que o estabelecimento de pontes com os elementos culturais portugueses que inspiraram a criação destas obras é um elemento distintivo na interpretação ao piano.

Grupo de Investigação:

Música Contemporânea

Imagens:
image_preview (1)